Capitulo 1 - O início; convencer o professor e treinar, mas onde?


     Quando cheguei em 1995 a Itaituba-PA, achava que minha trajetória de luta havia acabado, pois a minha história com o Jiu Jitsu, vinha desde cedo na minha vida se alternando com o Jiu Jitsu, Estudo e Futebol. Pensei agora vou para selva pois havia me formado Sargento do Exército e muito pouco provável existir alguém que pudesse me ensinar na selva.

        Certamente em 1995, todos "professores" e  alguns instrutores que hoje ministram aulas em Itaituba, nem sonhavam o que era Jiu Jitsu. Alguns ou eram crianças e outros nem eram nascidos.

     Mas como nada na vida é por acaso, encontrei um Cabo por nome Jackson Silva Santos, vulgo “Pqd” vindo da escola Aderbal Baptista que era oriundo por sua vez do Mestre Fadda, muito conhecido pelo jiu jitsu raiz de defesa pessoal, com muitas quedas e defesa pessoal como direção principal da doutrina , uma escola do subúrbio do Rio de Janeiro, eu conhecia o jiu jitsu de solo que vinha das escolas cearenses; No Ceará as escolas tradicionais advinham da época que a família Gracie morou por lá, e um dos mestres mais famosos e tradicionais era o mestre Sá.




 Grande Mestre Sá. ícone do jiu jitsu Cearence, Mestre Aderbal Baptista e Grande Mestre Fadda
 


(Na foto:Professor Jackson e o então Instrutor Monte, usando as camisas do evento realizado na academia)
    Logo houve uma empatia com o então professor “Pqd”, estranhei muito no começo, pois as repetições eram exaustivas e não tínhamos ninguém para praticar, e nem local adequado; Eu indagava ao Professor Jackson, Porque ele não dava aulas a mais tempo e ele me dizia que até havia tentado, mas as pessoas ali não queriam e que chegou até a ter um aluno, “Dinho”, filho de uma figura da cidade conhecida pelo apelido “Caçador”, mais que este também não se dedicava e por esse motivo não levou a frente as aulas e com muito custo o convenci novamente a retomar as aulas.



    O Professor Jackson, não reconhecia nada do que eu tinha estudado antes, por ter muita parte de solo e meus rolamentos e quedas estavam longe de ser o que ele ensinava, e disse " se queres aulas serás doutrinado na forma da escola do Mestre Aderbal Baptista” logico que prontamente aceitei, e me tornei o primeiro aluno de fato que seguiria este método de repetições exaustivas , rolamentos, quedas, e muita , mais muita defesa pessoal.



(foto: Corpo e Dança, um dos muitos lugares que a academia ocupou em Itaituba)


          Mas ainda tínhamos um problema, “Onde treinaríamos?”, montamos na ante sala do alojamento dos sargentos um tatame “ com lona de caminhão “muito áspera e que arrancava os pedaços dos pés, cotovelos e joelhos”,  por baixo da lona foi colocado palha de cascas de arroz, quando se batia a mão após um Ukemi, subia uma poeira fina, que nos sujava e nos fazia tossir por vezes e de segunda a segunda, me via ali, sob a tutela do professor Jackson.


         Na cidade de Itaituba, posso arriscar que de Santarém indo até os limites Oeste do estado o professor Jackson com certeza era o único representante faixa preta, até mesmo em Belém e Manuas na mesma época seria muito raro um professor diplomado pela CBJJ.


           Aqui termino o primeiro Capitulo onde falei como convenci professor e arrumamos o primeiro local de treino, no segundo Capitulo falaremos de mais personagens que foram fundamentais para que o jiu jitsu se instale-se na cidade pepita como Carlinhos “ Eletricista” e o Dr. Luiz Miraminara.

(Foto: Carlinhos , Ronaldo Silva " Boxe" e Monte).


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Escrito por : Wellington Monte – Professor Faixa Preta 4º Grau.








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